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POLÍTICA TORNA-SE UM JOGO DE AZAR

A política brasileira se tornou mais do que um bem necessário para o desenvolvimento da nação. Tornou-se um jogo de azar onde só cabe a nós apostar e orar para que...

FREUD EXPLICA

Com a liberdade de expressão e o rompimento de assuntos, antes considerados tabus como o sexo e o uso de drogas, marchas polêmicas vêm ganhando a mídia e descarando o que há muito...

COMO PRODUZIR UM TEXTO?

Quem nunca passou pelo desespero de ter que produzir um bom texto, seja por motivos profissionais, acadêmicos ou, porque não, pessoais? Sem ideias, inspiração, tempo...

A MÚSICA PERDE O SIGNIFICADO

Foi-se os tempos em que podíamos ligar o rádio e dizer que se estava ouvindo música. Grandes clássicos parecem ter caídos no esquecimento, sobrepujados por uma geração...

NO FUNDO ELES SÃO A MESMA COISA

Contradizem-se, brigam, trocam alfinetadas e se criticam, mas no fundo eles são a mesma coisa. Dilma e Serra são exemplos vivos de luta pelo egoísmo. Prometem grandes feitos...

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terça-feira, 27 de março de 2012

A DIARISTA

Dilma, para a infelicidade de muitos, e alegria de outros mais, foi eleita para a presidência. Prometeu acontecimentos épicos como, por exemplo, a erradicação da miséria no Brasil em seu mandato. Entretanto, sua candidatura começou com um conturbado acontecimento, há alguns meses, que ficou marcado na mídia como a “faxina nos ministérios”. Mal feita, alias.

Com o inicio de seu mandato, uma série de ministros é afastados por pressões e denúncias de corrupção. Antonio Palocci, ex-ministro chefe da casa civil, foi afastado por conseguir multiplicar seu patrimônio em 20 vezes entre o ano de 2006 e 2010. Sem explicações que justificassem este feito quase mágico, é substituído pela Gleisi Hoffmann (Casa Cívil); O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, deixa o ministério por diferenças com o governo. Após um surto de sinceridade, é afastado por dizer que votou em José Serra entre outras séries de declarações polêmica a Revista Piauí.
À revista "Piauí", que chega às bancas nesta sexta-feira, ele - Nelson Jobim - disse que a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) é "fraquinha" e que Gleisi Hoffmann (Casa Civil) "sequer conhece Brasília". O ministro, no entanto, negou durante a tarde que tenha se referido de forma pejorativa ao trabalho das ministras. (fonte: jornalagora)
O ocorrido se espalhou na velocidade da luz. Em questão de minutos a noticia das exonerações estavam em diversos sites de notícia e blogs de informação. As declarações de Jobim, e a série de afastamentos ocorridos foi um prato cheio para a oposição. Segundo diversos site e blogs, as demissões que evidenciaram o que já era claro, a corrupção, foi à medida mais séria que Dilma tomou em seu inicio de governo, alias, a única medida tomada. 

Além de Jobim, afastado por dizer o que pensa, e Palocci, por fazer milagre, Wagner Rossi, ex-ministro da agricultura, Pedro Novais, ex-ministro do turismo, e Orlando Silva, ex-ministro do esporte, foram afastados por suspeitas de fraudes, desvio de recursos entre tantos outros golpes que caracterizam a política brasileira. 

A corrupção ainda é uma realidade no Brasil e essa faxina, para muitos, não foi feita direito, a sujeira foi apenas varrida para debaixo do tapete. Resta orarmos, já que a população dorme, enquanto sustenta este tipo de ação.

domingo, 2 de outubro de 2011

O ÚNICO ASSUNTO DE DILMA

"Dilma abre a Reunião da ONU, no dia 19/09/11, e em entrevistas somente diz que é um motivo de muito orgulho para as mulheres e blá-blá-blá. Dilma, ainda, não sabe, mas abriu a reunião porque é Chefe de Estado, não mulher"



Dilma Rousseff abriu no dia 19/9/2011 a Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Em resposta a uma tradição inútil que se iniciou em 1947 com Oswaldo Aranha, desde então o Brasil sempre abre às reuniões com o discurso do seu Chefe de Estado. Críticas a parte, a reunião foi um sucesso. Dilma falou sobre o que considerava ser uma "cartada de mestre" do seu governo. Discursou sobre as doenças cronicas não transmissíveis e sua queda na população graças ao acesso da mesma aos medicamentos. Como se não fosse obrigação mínima do governo, Dilma ainda completou:
O acesso dos medicamentos ao público, para nós, está à frente de qualquer interesse da indústria farmacêutica
 O que não foi sucesso, sem dúvida, foi às argumentações de Dilma nas entrevistas de última-hora.

Em entrevista, Dilma, como sempre, usou sua clássica emoção fingida para expressar o que sentiu ao ser a primeira mulher a abrir a reunião da ONU, usou, também, sua gramática e lógica temporal singular (Dilma disse que é sempre uma emoção abrir a reunião da ONU, sugerindo ter feito isto antes) e, logicamente, lembrou o porquê chegou ao poder: por não ter pênis.

Certamente se Rachel de Queiroz estivesse viva, morreria novamente (e fico feliz por ela não estar aqui e presenciar esses ocorridos). Rachel foi uma mulher muito à frente do seu tempo, produziu  grandes obras literárias como "O Quinze" (1930) e "Memorial de Maria Moura" (1992), foi a primeira mulher a entrar para Academia Brasileira de Letras, autoditadata foi uma jornalista e cronista brilhante. Porém, Rachel era peculiar: odiava escrever e dizia que somente fazia isso para sobreviver.



Na verdade, eu não gosto de escrever e se eu morrer agora, não vão encontrar nada inédito na minha casa - disse Rachel de Queiroz.

Rachel também não gostava de ser associada a sua sexualidade. Para ela, sexualidade não definia competência. Dilma aprenderia muito com a biografia de Rachel, sem dúvida.

Que a mulher é mais sensível e capaz de ser muito melhor que qualquer homem no que faz, não há dúvida. Entretanto é preciso que Dilma entenda que não queremos um símbolo no poder para repetir, incessantemente, que é mulher. Competência não se faz por sexo, faz-se por atitudes e resultados.

Em dez meses de "governo" Dilma não percebeu, ainda. Quanto tempo mais será necessário?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

NO FUNDO ELES SÃO A MESMA COISA


Dilma + Serra = aos mesmos objetivos: o interesse individual!

Contradizem-se, brigam, trocam alfinetadas e se criticam, mas no fundo eles são a mesma coisa. Dilma e Serra são exemplos vivos de luta pelo egoísmo. Prometem grandes feitos, mas no fundo sabem, e nós também, que tudo não passa de migalhas para satisfazer o público.

O grande problema de não haver um considerável desenvolvimento na sociedade brasileira, talvez, é a falta de interesse por essa mesma – sociedade – na política. Os posicionamentos limitados das massas com relação aos espetáculos circenses que é apresentado nos programas eleitorais se legitimam devido à passividade do público.

Ambos os lados ressaltam um governo focado no desenvolvimento econômico e social de nossa nação, mas que todos nós sabemos que nunca houve (pelo menos não na intensidade que eles colocam). Talvez seja exagero da minha parte pensar assim, afinal bastante coisa mudou deste a era FHC. Mas o fato do atual governo ter cumprido com 2% da sua obrigação não muda a realidade em que estamos inseridos: escândalos, corrupção e entre várias outras falhas do governo que nem é necessário citar (afinal, eu ficaria o dia aqui escrevendo e você se cansaria de ler este texto antes mesmo de chegar à conclusão).

O governo anterior não foi muito diferente, mas que todos amam e sentem saudades. E não é de se surpreender, afinal nós temos a memória fraca e precisamos focar no trabalho para não passar fome, assim esquecemos, não porque queremos esquecer, mas porque acabamos sendo influenciados a isso.

Sei que parece pouco o que eu faço neste blog. Meu objetivo é a conscientização da população. Não vivemos em um campo de batalha e não existem lados na política, o que existe, pelo menos para mim, são seres humanos focados no desenvolvimento nacional, contudo não é o que acontece. Portanto foco da disseminação deste ideal, porque se todos pensarem assim, já é um grande passo.

Chegamos ao ponto de apostar no “menos pior” possível, reafirmando minha tese de que a política brasileira se tornou um jogo, uma disputa, não política, mas de interesses próprios.

Eles nos colocam na situação extrema de escolha entre o ruim e o “pior ainda”, mas se fazem ficarem bons com essas propagandas enganosas que nos mostram nas TVs.

É hora de refletir e de avaliar a situação para que só assim se possa chegar à única conclusão possível: no fundo eles são a mesma coisa!

sábado, 11 de junho de 2011

CARTA DE RETRATAÇÃO


Gostaria de pedir desculpas por minha visão imatura e ingênua acerca das atitudes de nosso governo. Como disse, não entendo muito sobre o mundo, sobre as pessoas e, muito menos, sobre a forma como é feita a política em nosso país e, tão pouco a forma como age a oposição, entretanto, busco, mesmo que incoerentemente, retratar nos textos deste blog minha visão de mundo com relação a diversos assuntos, principalmente aos que atingem diretamente nossa sociedade como a política.

Quando falo de política, não falo sob o ponto de vista de um jovem “esquerdopata” que tem medo da retaliação que pode sofrer por se declarar petista ou, muito menos, sob o ponto de vista “direitocrata”, que se deixa influenciar. Quando falo de política, falo sob o ponto de vista de um jovem desiludido com a situação governamental de nosso país e que assiste, indignado, aos golpes baixos da oposição burra, que usa dos mais variados jogos para desmoralizar o atual governo.

Afinal de contas, é este o papel da oposição, não? Contudo, espalhar mentiras, dar à luz a falsas polêmicas e plantar dúvidas em nada se compara aos gastos de dinheiro público usados ilicitamente em projetos pessoais ou, ainda, a absolvição de acusados inocentes cujos nomes nem é necessário citar. Outrora, tudo isso era mascarado (sorte de quem tem a imprensa ao seu favor).

Todavia, nada disso vem ao caso, porque meu objetivo aqui é pedir desculpas aos dois lados da moeda. Primeiro que, antes desta maléfica “ameaça vermelha’ chegar ao poder, a vida era perfeita, não havia corrupção e todo o dinheiro público era bem empregado. E, eu, ignorante que sou, nunca soube reconhecer isso. Segundo que, mesmo sofrendo diversas acusações falsamente articuladas, o atual governo foi perfeito em tudo o que fez. E, eu,  ignorante que sou, nunca soube reconhecer isso.

Contradigo-me, reconheço. Entretanto, mesmo tendo sido leviano ao escrever diversos textos falando da sórdida manipulação feita por estes dois lados da moeda – PT e PSDB – ainda não sei em quem confiar.

Eu sei, é difícil tomar uma decisão e escolher entre o sujo e o mal lavado. Então, o segredo é fechar os olhos e torcer para que essa “briga de foices no escuro” não deixe muitos feridos.


Ou mais do que isso, que os prejuízos não sejam tão grandes.

domingo, 5 de junho de 2011

BONNER DIZ A VERDADE, ADMITAMOS.

A falsa moralidade que estimula alguns jornalistas, que não se intitulam os donos da verdade (devido a uma falsa modéstia), mas que por meio da manipulação maciça divulgam suas idéias, oriundas de um conservadorismo retrógrado que nos remete a governos a muito instintos, como o de Vargas, me faz pensar onde é que paramos?!

Alguém disse que pensar era um dom. Por meio do pensamento podemos avaliar o que é bom, o que é ruim, o que pode ser compensador, o que não pode; por meio do pensamento podemos julgar o que é real e o que não é.

Há muito venho defendendo que nossa política tornou-se um mero jogo nas mãos de políticos poderoso, que utilizam deste poder para nos extorquir e nos manipula. Nós, pobres ignorantes, assistimos de camarote essa digladiação entre esquerdistas e direitistas. Contudo, tomamos nosso posicionamento com base no que nos é mostrado por meio da imprensa, e sem querer caímos na armadilha.

Não me importato, de verdade, quem está ou deixa de estar no poder. Não me importo com o rumo que o nosso país está tomando, e tão pouco me importo se a impressa, na sua totalidade, defende um governo perfeito que nunca existiu. Estou indgnado, mas não com toda essa manipulação sórdida que é feita sobre nós, e sim com o meu país, que permite esse rumo que se está sendo tomado.

Bonner nos comparou ao Homer Simpson, um estúpido personagem de uma famosa série televisiva, Os Simpsons, que pouco se importa com o que acontece a sua volta, pois vivi entorpecido em sua ignorância e sua única e maior preocupação é viver sem preocupações. Estaria Bonner errado? Avaliando a situação brasileira, vemos que não.

O Brasil que pensa (e acredito que esse nunca tenha existido) observa uma sociedade orientada a acreditar nos ideais de uma falsa perfeição, seja ela de direita ou de esquerda. E isso, sim, é muito repugnante. Minha dose extra de indignação é para dizer que minha gente me envergonha!  Ninguém vê que o governo petista trouxe ganhos beneficentes para a população, e que isso não foi mais que a obrigação do mesmo. Ninguém vê que o governo psdbista trouxe ganhos beneficente para a população, e que isso não foi mais que a obrigação do mesmo.

Contudo, ambos os partido jogam seus feitos em nossa cara, como se fosse um favor que tenham feito, e pior do que isso, eles têm o apoio da mídia. Que colaboram com essa palhaçada.

Enfim, retomo meu argumento de que pouco me importo com o que acontece a este país! Porque não estamos nem aí pra ele, desde que nos sejam oferecidos alguns trocos.

E ao Bonner, parabéns! Ninguém poderia fazer uma comparação tão coerente.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A MIDIACRIDADE ELITISTA

Mais uma vez, a mídia direitista brasileira mostra o quanto o seu poder persuasivo sobre as massas populares pode ser desprezível e cruel. Com o único intuito de defender a ascensão elitista sobre as camadas menos influentes, a direita usa de todos os seus artifícios de manipulação para distorcer a realidade e virá-la a seu favor. Como vem fazendo há décadas, ela se aproveitou, mais uma vez, de um suposto “tropeço” do governo para denegrir e legitimar suas ideias acerca do governo petista, que já não eram muito boas, mas que, com esse golpe engenhoso da mídia nacional, ficaram pior ainda.

Todo os  que ouviram falar da polêmica que envolve o MEC e a autora Heloísa Ramos, sabem, mesmo que inconscientemente, onde quero chegar. A obra “Por uma vida melhor”, de Heloísa Ramos, foi alvo das mais sórdidas críticas por apresentar aos alunos como as variantes da língua podem ser perfeitamente explicadas. Sem fugir do padrão culto da língua, a autora, tenta romper completamente com os conceitos de “certo” e “errado”, demonstrando que a língua é um organismo vivo e que é completamente incoerente tentar adotar uma única forma como sendo a “certa”, no caso a norma culta de nossa língua.

Com base neste preceito, os grandes jornalistas da direita de nosso país pegaram trechos em que a autora explica como funcionam as variantes linguísticas de nossa língua e difamaram o MEC, a autora e a obra, sem ao menos levar em conta o contexto em que as frases foram empregadas.

Todos os que tiveram acesso ao material didático aprovado pelo MEC puderam observar que havia um capítulo especial na obra onde era tratado o tal assunto sobre o “preconceito lingüístico”; e com bom senso e ética, que todo o bom leitor deve ter, compreenderam o que a autora queria defender. As célebres frases “nós pega o peixe” e “os menino pega o peixe” foram retirados deste capítulo e sofreram fortes criticas. Segundo alguns jornalistas mais fanáticos pelo onipotente FHC (nem vou citar nomes porque já está evidente de quem se trata), essa foi uma tentativa suicida do governo oficializar a ignorância "Lulista”.

Nesta jogada suja para afetar a inexistente credibilidade petista, a mídia nacional jogou na lama o nome e a seriedade do MEC com relação à pré-seleção destes livros didáticos que são distribuídos para todo o Brasil.

Em resposta à polêmica criada pela imprensa elitista, o Ministério da Educação afirmou que as obras não serão recolhidas.
“já foi esclarecido que as pessoas que acusaram esse livro não tinham lido. Uma pena que as pessoas se manifestaram sem ter lido”, afirma o Ministro Fernando Haddad.
A doença anti-petista que infectou quase toda a imprensa nacional e que, como consequência, resultou neste triste e equivocado episódio não para por aí. Outros fatos, como, por exemplo, a falsa polêmica por trás do feminino de presidente, que ficou provado ser presidenta, foi mais um lamentável ocorrido difamado pela midiacridade (ops! Acho que é mediocridade?!) elitista.

Esse joguete que faz a grande impressa direitista para distorcer a opinião pública, que com alheia concepção concorda e aprova sem pestanejar, com as informações dadas, mostrou-se mais uma vez um caso sério e que merece destaque. A oposição, agora, parece se divertir com a divulgação de polêmicas fabricadas para persuadir aos espectadores deste grande show, que se tornou a política nacional, a acelerar sua chegada ao tão esperado poder que controla como um ventríloquo controla seus bonecos, o nosso país.

Se essa mesma energia que gasta nossa egoísta elite nacional para afastar a esquerda do poder fosse convertida para benefícios que contribuíssem para o desenvolvimento do país, acredito que todos nós estaríamos mais bem servidos, obrigado...

À direita e a esquerda são faces diferentes da mesma moeda, mas, mesmo assim, ainda é a mesma moeda. Pense.

terça-feira, 17 de maio de 2011

AS CRÔNICAS DE DILMATOPIA: A BRUXA DA MISÉRIA, O LEÃO DA INFLAÇÃO E O GUARDA-DINHEIRO NEGRO...

Um fato histórico marcou a política brasileira no ano de 2010: Dilma Rousseff é a primeira mulher a ganha às eleições para a presidência. Foi mais uma vitória para o PT e uma derrota para o PSDB. “Perdemos a batalha, mas não a guerra!”, disse José Serra em resposta aos “inimigos”. Parece exagero comparar o ocorrido a uma batalha, ou até mesmo a uma guerra, por parte de Serra, pois o fato mais pareceu uma disputa para a liderança de uma favela do que uma eleição presidencial, propriamente dita. Ou talvez ele tenha razão, uma vez que as agressões bárbaras chegam a ser igualmente vergonhosas se comparadas a uma guerra.

José Serra deixou explicito em sua declaração que as eleições foram uma batalha para medir forças, no caso, de quem discursou melhor. E isso vem a reforçar o que escrevi no texto “POLÍTICA TORNA-SE UM JOGO DE AZAR. E QUEM SAI PERDENDO É O BRASILEIRO”, onde retrato a forma como Augusto Nunes, da Veja, faz com que as eleições pareçam mais uma disputa individual, por interesses individuais e com objetivos individuais do que uma disputa para o bem coletivo.

Entretanto, apesar do incômodo quase generalizado, com o apoio do carismático “filho do Brasil”, o resultado não poderia ser outro: Dilma Rousseff ganha o segundo turno, que só foi possível graças ao peso muito incomodo que Marina Silva, verde por fora e azul pó dentro, se tornou. Do contrario, as eleições teriam se decidido logo no primeiro turno.

Com isso a "mulher sombra" de Lula torna-se a nova líder da companheirada que, mais uma vez, rendeu-se ao sedutor assistencialismo oferecido pelo PT. Embora Dilma esteja cega por um ideal sem fundamentos, não se pode dizer, porém, que é uma mulher sem visão, pois Dilma, assim como lula, vê um Brasil mágico, um Brasil que deu um “grande salto” para o desenvolvimento.  Triste, mas a verdade: o Brasil não está se desenvolvendo, ele ainda está caminhando rumo ao desenvolvimento – e lentamente, diga-se de passagem.

Como a própria Times enfatizou em um artigo no seu site: “pouco se conhecia sobre a vida política da ‘Herdeira de Lula’ antes das eleições ”. Nossa presidência foi posta nas mão de uma mulher, sim, uma mulher que pouco experiência política teve na vida. Será que o povo Brasileiro enchergou uma mãe em Dilma? Uma mãe dispostas a abrir mão de tudo por se filhos? Bom, se fosse assim não estaríamos vivendo o atual quatro econômico do país...

Como atualmente vivemos a “era da imaginética”, era esta caracterizada pela grande capacidade do povão brasileiro em enxergar um Brasil perfeito, Dilminha promete grandes feitos – bem mais recompensosos que os seiscentos reais de Serras – como, por exemplo, erradicar a miséria do pais em seu governo (Rousseff claramente herdou a alma sonhadora de Lula, e no mínimo sonha em encontrar uma jazida de diamantes negros no interior das Minas Gerias para resolver os problemas do país). É fato consumado que com nossa estrutura econômica, do jeito que está, é impossívl conseguir tal feitos, uma vez que o Brasil parece caminhar, novamente, para o abismo da inflação.

Mas se enganam quem pensa que os sonhos utópicos de Dilma terminam por aí. Nossa cara, e muito cara “presidenta” insiste em dizer que com a descoberta do pré-sal o Brasil tornou-se auto-suficiente na produção de petróleo. As fábulas que Dilma conta, então, parece contraditória, uma vez eu o aumento do valor da gasolina causou grande impacto no bolso dos consumidores. E a tendência desse valor, segundo especialistas, é só aumentar, pois a falta do produto no país está obrigando a Petrobrás a importar combustível de outros países.

Contudo, a amnésia convencional parece ser um mal que afeta a poucos felizardos, pois Dilma Rousseff esquece-se de enfatizar em seus “contos pra boi dormir” que a única empresa que está ganhando com essa descoberta, tão fantástica quanto à do Brasil, é a própria Petrobrás. Pois a companhia divulgou lucro de R$ 10,98 bilhões no primeiro trimestre, 42% acima do registrado no mesmo período de 2010. Somente por aí dá pra ter uma ideia de quem perde o quê nessa história toda.

Talvez Dilma não tenha sido uma escolha muito favorável para o bem do país ou talvez ela tenha herdado não só o título de presidente do Lula, mas também a inflação e essa crise iminente na economia brasileira, ao ainda: talvez ela não saiba administrar mesmo. Foi uma escolha cara que o Brasil fez, entre tantas outras. Porém, entre uma má escolha e uma péssima escolha, chegamos ao ponto de escolher o que é o “menos pior” para a população, mas a grande questão é: o que seria “menos pior” na nossa política?

Eis um caso a ser pensado seriamente...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

VOCÊ NÃO PODE DORMIR SEM SABER...

...que FHC, além de ídolo da Veja, topou um tão prometido debate com Lula. Por enquanto isso está somente na promessa, pois Lula resolveu negar seu sangue nordestino fugindo da raia. Mas quem sabe futuramente... quando eles perceberem que ambos já entraram na terceira idade e que não cabe, portanto, um comportamento infantil deste nível.

... que Dilma Rousseff pegou uma forte gripe ao se vacinar contra o vírus, como consequência a presidente está com pneumonia. Entretanto ainda continua viva...

... que o "nunês" é a única linguagem aceita no país. Augusto Nunes, jornalista da Veja, que precisa urgentemente de uma vacina contra sua antipetite aguda, critica em sua coluna o "capivarês" de Dilma. Nossa presidanta mostra sua habilidade invejável ao transformar simples substantivos em orações extremamente complexas.

... que FHC não é o autor do plano real e tão pouco acabou com a inflação. Mas como brasileiro tem uma péssima memória, os PSDBistas adoram associar o grande feito ao nosso ex-ex-presidente. Uma mentirinha até boa, visto que entre tantas anedotas que eles contam, essa é a “menos pior”...

... que o governo admite que o preço da gasolina subirá em breve... Irônico, o Brasil não é auto-suficiente na produção de petróleo? =/

... que a popularidade de Obama, após entrar em queda por suas promessas não cumpridas, aumentou 200% com a morte de Osama bin Laden. Muito cômodo isso tudo...

... que, afinal, promessas não são certezas. Portanto, quando alguém dizer "eu prometo", desconfie. Quando alguém realmente quer fazer algo ela diz "eu me comprometo". Promessas levam MUITO tempo para se concretizarem, e compromissos nos dão uma certeza MAIOR.

sábado, 23 de abril de 2011

DE PALAVRAS AO PODER

Uma das principais características da imprensa que podemos perceber atualmente é a sua habilidade em moldar fatos, manipulando-os de tal forma que um fato em si pareça apenas um reflexo distorcido da realidade, tornando-se, então, irreal. O principal efeito disto é que a realidade proposta em questão torna-se, na sua essência, um mero fato ficcional da realidade como ela realmente é. Não é a mesma coisa que contar uma mentira, é apenas transgredir um fato transformando-o em algo subjetivo. A exemplo disto tem a questão do comunismo, amplamente divulgado com uma visão distorcida para que a população em questão passe a acreditar que o mesmo é algo ruim.

Todos nós sabemos que o comunismo nada mais é, na sua raiz originária, uma estrutura socioeconômica e uma ideologia política que pretende promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes sociais e apátrida, baseada na propriedade comum e no controle dos meios de produção e da propriedade em geral. No entanto este método não é algo que interesse muito a elite brasileira, uma vez que a partilha das propriedades privadas significa o lado “A” da história perder muito dinheiro. Ou seja, não é de interesse político e econômico que o Brasil se torne uma sociedade igualitária; e a imprensa na sua chamada seleção de fatos jornalísticos e não-jornalisticos acaba colaborando com a negatividade do comunismo. Tudo pelo simples fato de o atual governo, o PT, estar ligado ao mesmo. Entretanto sabemos que o circomunismo de Lula, em nada de parece com o comunismo de Karl Marx.

Como consequencia sistemática desta manipulação temos uma sociedade imposta em mundo fictício, onde a realidade em si não é mostrada, apenas trabalhada de modo a ser utilizada pelo interesse próprios da imprensa – seja este político ou financeiro. Todavia, a ignorância e a falta de interesse pelo nosso Estado por parte da população acabam legitimando aquilo que nos é proposto. Um fato que merece ser destacado é o caso do político Sérgio Moraes, onde ele disse que estava se lixando para a opinião pública. E o que fez a opinião pública em si?

Diante do que propõe esta manipulação da informação, que acaba nos sendo induzida de formas particulares, até que ponto devemos acredita no que se está lendo?

Cabe a cada um de nós avaliarmos de forma critica aquilo que se está sendo mostrado e procurar perceber até que ponto o mesmo proposto seja uma versão real dos fatos em si ou mera ficção, sendo ela uma notícia televisiva ou impressa. Assim, evitaremos que nos chamem de burros na cara, assentindo com sorrisinhos marotos a estas fábulas apresentadas.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

REFLEXÕES SOBRE UM PAÍS QUASE SEM SOLUÇÃO

Às vezes é mais fácil fechar os olhos diante do que está errado e fingir que vivemos em país onde tudo se resume na base do samba e do futebol. É mais fácil ignorar a violência exacerbada das grandes capitais do que olhar para a realidade e tomar uma atitude em relação a esta. Estamos cansados de tanta insegurança, de tantas incertezas e principalmente cansados de fingir que vivemos em país onde a cordialidade fingida está estampada na cara de todos.

Cordialidade maligna...


Milhares de pessoas vivem, atualmente, em condições de vida precária. A falta de saneamento básico, moradia própria e educação de ensino básico são só alguns dos muitos problemas pelo qual o Brasil enfrenta atualmente. É límpido que o governo vem tomando medidas para que estes problemas sejam erradicados, no entanto sua falta de interesse, e principalmente fiscalização, pouco vem contribuindo para isto.


Algo sério precisa ser feito.


Elegemos na última eleição a primeira presidente mulher da história do país, fato este que eu espero entrar para a história como algo positivo e não como uma escolha mal realizada, assim como muitas desde que o Brasil foi descoberto.


Embora eu não seja contra o governo do PT – governo este que vem há tempos contribuindo para o desenvolvimento do país, ao contrario do governo FHC que com certeza eu afirmo ter sido um atraso para a nossa história –, não podemos negar que ele foi marcado por uma série de escândalos lamentáveis, no entanto torço para que o partido da Dilma possa finalmente colocar o país em um rumo certo, “nos trilhos”. Porque acredito que a única forma de o país seguir mudando é nos unirmos em uma corrente a favor de um único interesse: o coletivo. Por tanto, ao invés de torcer contra o governo da nova presidente eleita, vamos torcer para que ela faça um bom governo. Afinal, o que é o interesse próprio enquanto o que está em jogo é o interesse de milhões de brasileiros?


Deste modo concluo afirmando, enfaticamente, que a única forma de trazer o progresso para nossa nação é deixarmos de lado os nossos interesses individuais e passarmos a lutar pelo coletivo. Precisamos abrir os olhos e deixar de nos acomodarmos ao pouco que nos oferecem. Só assim, quando passarmos a lutar pelo que realmente interessa – o nosso país – é que poderemos ter a certeza de um Brasil prospero e agradável de se viver. É hora de acordar e não deixar que o sonho de milhares de pessoas que se sacrificaram por esta nação morra junto com este país.

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